Minicursos

Minicurso 1 – Grammaticalization and Construction Grammar

Ministrante: Gabriele Diewald (Leibniz Universität Hannover)

Although “grammar” is commonly thought of as being the stable, unchangeable part of language, its skeleton as it were, it is still subject to change. Grammatical categories, grammatical paradigms, and grammatical rules do not remain the same over time, but are constantly modified, innovated, replaced. This transformation does not happen randomly, but follows particular tendencies and regularities. The morphosyntactic, semantic and functional changes involved in the rise of grammatical markers follow general, cross-linguistically valid rules and tendencies, and are subject to generalizable types of restrictions and contexts. The investigation of these processes and rules is the core of the study of grammaticalization. Grammaticalization is defined as a type of language change in which linguistic items gain grammatical function while reducing their lexical function. An example is the development of the perfect in English, German, French or Spanish with an erstwhile lexical verb ‘have’ (or ‘be’) having turned into an auxiliary and – in combination with a past participle – is functioning as a tense/aspect marker. Over the past years, grammaticalization studies have combined with constructional approaches to language, triggering an upsurge in the investigation of larger constructional units.

This course gives an introduction into the foundations of the theory of grammaticalization, discusses selected issues concerning the integration of constructional concepts into grammaticalization scales and discusses selected grammaticalization phenomena in the light of constructional change.

Schedule for three course sessions

Part I Introduction: General introduction, basic concepts of grammaticalization and construction grammar, range of applications

Part II: Theoretical foundation: Grammaticalization parameters, cognitive processes and mechanisms of change, grammaticalization paths, target domains, types of constructions, constructional networks and hierarchies.

Part III: Selected case studies, discussion of selected problems:  Contexts and constructions in chronological stages of grammaticalization, lexical and grammatical constructions,  paradigms as constructions.

Selected References

Bergs, Alex & Gabriele Diewald (eds.). 2008.  Constructions and Language Change. Berlin: de Gruyter.

Diewald, Gabriele. 2006. Context types in grammaticalization as constructions. In: Doris Schöne­feld (ed.).Constructions. Special Volume 1. Constructions all over – case studies and theoretical implications. [http://www.constructions-online.de/articles/ specvol1/].

Diewald, Gabriele 2010. On some problem areas in grammaticalization theory. In: Katerina Stathi, Elke Gehweiler & Ekkehard König (eds.). Grammaticalization: Current Views and Issues. Amsterdam/Philadelphia: Benjamins, 17-50.

Diewald, Gabriele. 2011. Pragmaticalization (defined) as grammaticalization of discourse functions. In: Linguistics 49, 2. 365-390.

Diewald, Gabriele. 2013. “Same same but different” – Modal particles, discourse markers and the art (and purpose) of categorization. In: Liesbeth Degand, Paola Pietrandrea and Bert Cornillie (eds.), Discourse markers and modal particles. Categorization and Description. Amsterdam, New York: Benjamins, 19-46.

Diewald, Gabriele. 2015. Review of: Elizabeth Closs Traugott & Graeme Trousdale. 2013. Constructionalization and Constructional Changes. Oxford: OUD. In: Beiträge zur Geschichte  der deutschen Sprache und Literatur 137, 108-121.

Hopper, Paul J. & Elizabeth Closs Traugott. 2003. Grammaticalization. Second edition. Cambridge: CUP.

Lehmann, Christian. 2002. Thoughts on grammaticalization. Second, revised edition. Erfurt: Seminar für Sprachwissenschaft der Universität (ASSidUE, 9).

Lehmann, Christian. 2004. Theory and method in grammaticalization. In: ZGL 32, 152-187.

Norde, Muriel. 2012. Lehmann’s parameters revisited. In: K. Davidse [et al.] (eds.), Grammaticalization and Language Change. New Reflections. Amsterdam/Philadelphia: Benjamins. 73-110.

Traugott, Elizabeth Closs & Graeme Trousdale. 2013. Constructionalization and Constructional Changes. Oxford: OUP.

Wiedmer, Marcos Luiz. 2013. Developments of grammaticalization theory: interview with professor Christian Lehmann. In: Revista Linguística / Revista do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Volume 9, 2.

Minicurso 2 – Sistemas de tempo, aspecto, modo e evidencialidade

Ministrante: Kees Hengeveld (Universidade de Amsterdam)

Este curso parte da ideia de que sistemas de tempo, aspecto, modo e evidencialidade (TAME) se organizam hierarquicamente, no sentido de que há relações de escopo entre eles que explicam as suas possibilidades combinatórias, a sua linearização e a sua gramaticalização. Na elaboração desta ideia, o curso também oferece uma classificação detalhada das distinções relevantes em cada categoria. O curso tem a seguinte organização. A primeira aula apresenta a ideia geral da organização hierárquica de sistemas de TAME. A segunda aula apresenta as categorias de tempo e aspecto dentro desta organização, e a terceira aula centra-se nas categorias de modo e evidencialidade.

Minicurso 3 – O modelo de descrição gramatical da linguística sistêmico-funcional

Ministrante: Carlos Gouveia

O minicurso descreve uma das mais influentes teorias de descrição gramatical, conhecida como gramática sistêmico-funcional, centrando-se em questões que se prendem com a relação entre a linguagem e os contextos sociais e culturais em que esta é usada (registo e gênero), a estrutura e características linguísticas de diferentes gêneros, as relações de dependência lógico-semântica entre orações, os elementos textuais que tornam um texto coeso e coerente, e, fundamentalmente, a relação entre significado e gramática, expressa lexicogramaticalmente nos sistemas da transitividade, do modo oracional e da tematização

Como objectivos específicos, o minicurso, procura, portanto, promover i) o reconhecimento dos textos como produtos complexos resultantes de processos de significação determinados pelos contextos situacionais e culturais em que são produzidos e interpretados; e ii) a compreensão da necessidade de se operarem descrições linguísticas para além do nível morfossintáctico, trabalhando-as ao nível do texto.

Bibliografia base (disponibilizada em suporte informático)

Gouveia, C. A. M. (2009). Texto e Gramática: Uma Introdução à Linguística Sistémico-Funcional. Matraga, 16 (24): 13-47.

Halliday, M.A.K. (2009). Methods – techniques – problems. In M.A.K. Halliday & Jonathan J. Webster (Eds.), Continuum Companion to Systemic Functional Linguistics. (pp. 59-86). London: Continuum.

Halliday, M.A.K. & Webster, Jonathan J. (2009). Keywords. In M.A.K. Halliday & Jonathan J. Webster (Eds.), Continuum Companion to Systemic Functional Linguistics. (pp. 229-253). London: Continuum.